sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
O mistério da humanidade e o plano infalível: reflexões
Cl.1 e 2.
A existência humana sempre foi objeto e curiosidade em todas as épocas. Perguntas como: “de onde viemos?”, “O que estamos fazendo aqui?” “Para onde vamos?” Sempre cruzaram no caminho de nossa razão. Num panorama bíblico, as perguntas giram em torno de: Por que e para que fomos criados? “Por que Deus sabendo da queda não a evitou?” e porque permitiu a existência do mal? Entre outras.
A bíblia trouxe, da parte de Deus, uma revelação esclarecedora sobre a história humana. Revelando a conclusão de um plano que estivera oculto e que estava escrito antes da fundação do mundo.
Passamos por dispensações, revelações e até por uma lei escrita. Homens viram o que não podiam ver, sentiram o que não podiam suportar, deixando de Deus um mapa muito valioso. Contudo, Hebreus após contar a história dos mais eminentes desses homens revela que “Deus proveu coisas melhores a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados”.
Havia um mistério em Deus que revolucionaria a existência humana ofuscada pelo pecado. Em sua soberania sobre a história, Deus vai montando um cenário passo a passo, sendo muitas vezes incompreendido, mas tudo caminhava para onde queria. Escolhendo um homem aqui, uma nação dali, fazendo de um homem uma nação e chamando de uma nação um homem, tudo como previra antes que tudo existisse.
Para os judeus o plano estava razoavelmente claro, exceto nos pontos de interferência com os gentios, e é aqui onde estava um mistério, a peça-chave do quebra-cabeça para compreendermos o todo da humanidade.
Então, depois de estar oculto por toda a história, estamos no tempo em que o plano de Deus foi revelado e vai ser consumado? Sim, e com “coisas melhores a nosso respeito”. O que há de diferente agora é que “fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em cristo” (Ef.1:3), das quais a maior é termos o Espírito Santo habitando em nós como “Selo” e “Penhor de nossa herança”.
O mistério de Deus – a igreja – que estivera oculto só ratifica que o propósito de Deus para o homem não se restringia a sua simples criação. O projeto do homem só valeu a pena ser implantado porque Deus sabia na sua infinita onisciência, que alcançaria o resultado desejado. Então não devemos pensar que a partir da queda buscou-se arranjar diversos paliativos engenhosos apenas com o fim de tornar o homem ao seu estado inicial ou corrigir um erro de projeto.
Não era tornar o homem ao seu estado inicial apenas!
Era isso e muito mais.
Um dos aspectos da salvação –a santificação- tem a finalidade de trazer ao homem a sua moral inicial marcada pela imagem e semelhança com Deus. Mas esse é apenas um dos aspectos.
Por oportuno, vale ressaltar que apesar de no estado inicial o homem ser perfeito moralmente não o era existencialmente. Sim. Haja visto sua deficiência em conhecer o “bem e o mal” , coisa que os anjos sabiam. Por isso: “um pouco menor que os anjos o fizestes e de glória e de honra o coroastes” Sl,8:4,5, mas quando se completar a nossa glória nos assentaremos no seu trono, coisa que anjos não usufruem. Não quero forjar aqui uma teologia de superioridade final dos homens, mas apenas dizer que mudamos de posição em relação ao estado inicial.
Pelo exposto, diremos que o pecado não foi tão ruim porque nos fez conhecer o “bem e o mal”, que é algo bom; e que Deus planejou a queda do homem para aperfeiçoá-lo? Não, não, e não! De posse do seu livre-arbítrio o homem escolheu a queda, preferiu se extraviar e escolheu se perder. As decisões humanas durante a história que se seguiria aliadas às intervenções divinas determinadas antes da fundação do mundo culminaria no resultado que Deus já vê: um reino de reis e sacerdotes o servindo e o louvando para toda sempre com toda gratidão e com todas as razões para nunca mais se rebelar (Ap.5:10; 21.3-7).
Opa! Cautela! Quando disse que as decisões humanas e as intervenções divinas determinam a história, isso nada tem a ver com Teísmo aberto. Eu disse intervenções determinadas antes da fundação do mundo para dar num fim que Deus já vê. Para Ele o futuro é uma realidade, e isso é soberania absoluta.
Por que, então, Deus criou um ser existencialmente imperfeito? Repito: o seu projeto não parou por ali. Então o pecado aperfeiçoou a criatura de Deus, já que lhe trouxe o conhecimento do “bem e do mal”? Alguém pode até ter concluído que Deus foi injusto ao criar o homem imperfeito existencialmente, que cairia inevitavelmente no buraco. Mas, vejamos: primeiro é que da forma como foi criado (inocente e sem conhecer “o bem e o mal”) o homem estava perfeito para a realidade em que vivia e para viver em comunhão eternamente com o criador. Ele não precisava ser aperfeiçoado. Segundo é que Deus não usou o pecado para aperfeiçoá-lo existencialmente, até mesmo porque o pecado não o aperfeiçoou. Se o fez conhecer o bem e o mal, por outro lado lhe trouxe a morte em todos os níveis. Isso não é perfeição. Por tudo dito, relembro: Toda criatura de Deus é perfeita e “tudo era muito bom” (Gn.1:31).
O homem estava perfeito para viver em comunhão
eternamente com o criador no estado inicial!
Sabedor de que sua criatura inocente escolheria um caminho para a própria destruição, não de imprevisto, mas porque já fora previsto, Deus já tinha um plano para o resgate. O homem está, agora sem inocência, plenamente consciente e numa nova dispensação, que “é um período de tempo em que o homem é provado quanto à sua obediência a uma revelação” (Dr.Scorfield).
Deus quer levar homens para o seu reino, mas quer saber se eles realmente querem, já que possuem livre-arbítrio e, agora, conhecem o “bem e mal” e no céu não há de perdê-los. É por isso que o mais importante para Deus é nossa decisão em fugir, evitar, odiar, se arrepender e “deixar todo pecado e embaraço que tão de perto nos rodeia”, haja visto não ser possível não praticá-lo nesse corpo. O que faço para não pecar ou após pecar vale mais para Deus do que o próprio pecado (isso porque Ele já pagou o preço).
Só vai chegar no céu quem aprendeu, sinceramente, a não querer maiso pecado para sua vida! O mal prova a criatura de Deus e é uma oportunidade de demonstrar sua graça.
O amor de Deus através da graça transformou o tropeço do homem em eterna salvação, e a perfeição deste plano está evidente porque nada, absolutamente nada pode impedir nossa salvação se realmente a queremos. Nem mesmo nossos pecados.
Tudo que aconteceu faz parte de um plano tão perfeito que é “para louvor e glória da sua graça” (Ef.1:6). A igreja é “para louvor da sua glória” não só agora mas por toda a eternidade(Ef.1:12).
Então a permissão da queda tem propósito superior? Sim! Deus tem como propósito “mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco, em Cristo” (Ef.2:7). Pergunta-se: Mostrar para quem? Este mistério estivera oculto “para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida dos principados e potestades nos Céus” (Ef.3.10). Os anjos já louvavam a Deus pela sua sabedoria, mas não tinham noção da sua dimensão e aplicabilidade. Os homens então... a consideravam loucura (I Co1: 18-31).
Então a graça também alcançou os anjos? Sim! Humilhou o diabo pela sua escolha e honrou os anjos bons por terem permanecido fiéis.
Os anjos sempre tiveram interesse pela salvação humana (I Pe.1: 12). Embora não experimentassem o pecado, sabiam pela história de Lúcifer que não valia a pena praticá-lo. Mas pela história humana eles t~em mais um motivo de louvar e servir a Deus e permanecerem fiéis para sempre. A igreja de Deus é alegria para os anjos e eles fazem uma tremenda festa nos céus quando um pecador se arrepende (Lc.15: 7, 10)
Analisemos os dois cânticos de apocalipse 4:8-11 e depois 5: 9 e 10
No primeiro cântico os seres celestiais louvam a Deus por suas ações conhecidas como a criação e pelo que ele é: Santo, Santo, Santo....
No segundo cântico, agora um novo cântico, indicando um novo motivo uma nova visão, não era nada menos que um cântico “para louvor da sua graça”, cumprindo Ef.1.6. É um cântico pela atuação de Deus na história humana.
Que sena mais bela:
De um lado o homem. Que aqui no mundo já não tinha mais prazer no pecado. Agora, livre do corpo no qual atuava a natureza humana, ainda com seu livre-arbítrio e conhecedor do “bem e do mal”, olha para trás e ver que não há nenhum motivo ou vantagem em pecar, consciente de que é engano. Assim quer servir a Deus por toda a eternidade, louvando-o por sua graça.
Do outro lado, os anjos. Não mais louvando a Deus apenas pelo seu poder criativo, pela sua justiça e santidade; mas também por saber que Ele é tão gracioso a ponto de fazer de pecadores reis e sacerdotes do seu reino. Continuam motivados a nunca se rebelarem.
Que festa linda! Anjos e homens “explodem” de alegria e em cânticos, como dizia Judas: “ao único Deus, salvador nosso, por Jesus Cristo nosso Senhor, seja a glória, a majestade, o domínio e o poder antes de todos os séculos, agora e para sempre, amém!”.
Ah! Do outro lado? Do outro lado................................................................................................... Do outro lado o diabo, seus anjos e “todos os que se esquece de Deus”; os perdedores, os donos-de-si–próprio, os que ganharam aqui na terra a sua vida, mas perderam lá.
O homem que Deus sempre quis não é o homem do estado inicial mas o homem do arrebatamento da igreja! (Hb.11:40).
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Desejos da mocidade. O que fazer para não despertá-lo e como evitá-los
1 CO.6: 12 a 20
“Foge também dos desejos da mocidade”( 2 TM.2:22)
Desejo = anseio por algo
Em versículos anteriores ao citado, Paulo exorta a Timóteo, o jovem obreiro, a combater como soldado em prol da obra de Cristo ( v. 3 ); mas, agora o conselho é : foge! Isso é muito significante. Essa é a única área em que vejo o guerreiro Paulo pedir para recuar. Afinal, o que o motivou a agir assim? Qual o real perigo? Que Deus nos dê a visão de Paulo e que apredamos a “fugir”.
Paulo sabia o quanto é drástico o pecado sexual para a vida cristã. É fazer o Todo-Poderoso se irritar; é estragar a moral do ser humano; é apagar a luz da salvação. Grandes homens de Deus como Davi que o digam. Afinal, nosso corpo é templo do Espírito Santo.
Outra vez a bíblia adverte: “fugi da impureza”. Entenda-se por impureza não apenas o ato sexual, mas pensamentos torpes e eróticos, as paixões, que é desejo por alguém, ou situações que provoquem ou despertem qualquer desejo de coisas que não são permitidas por Deus.
A respeito disso a bíblia declara: “os que cometem tais coisas não herdarão o reino dos céus”.
PORQUE O CONSELHO É FUGIR?
Paulo sabia que o jovem na flor da idade tem sua estrutura física bem vulnerável a excitação carnal. Cenas e imagens eróticas, carícias com o próprio corpo, simples toques, intencionais ou não, ou carícias de alguém do sexo oposto são situações potencial para aflorar o desejo carnal.
Excitação carnal – situação em que o organismo de uma pessoa passa a demonstrar a possibilidade de satisfação de seus desejos. Ela pode ceder ou não
Do início para o fim da adolescência o corpo prepara-se e fica apto a desempenhar seu papel sexual, que Deus projetou para ser desempenhado apenas dentro do casamento.
Vemos então que a satisfação dos impulsos sexuais é normal, natural de todo ser humano e abençoado por Deus nessas condições: no tempo certo, compromissado com uma pessoa e de forma correta. Vemos então um grande problema: estamos aptos mas não é o tempo certo.
Deus aponta a solução para esse problema da mocidade dizendo que fugíssemos de toda e qualquer situação que pode provocar desejos carnais, isto é, evitar que eles sejam despertados .É evitar pessoas, lugares, circunstâncias, horários, etc, que nos conduza a isso.
Ø Por que estar perto de pessoas que nos tentam ou que nos provoca atração física pelas suas atitudes?
Ø Por que permanecer em lugares suspeitos que nos estimulam sentimentos e desejos?
Ø Por que nos colocarmos em circunstâncias com pessoas do sexo oposto que alimentam atmosferas sensuais e provocantes?
Ø Certos horários provocam circunstâncias excitantes?
Ø Por que despertar nos outros sentimentos e desejos que você não pode satisfazer?
Depois que se desperta a fera não adianta querer amansá-la.
A psicologia do homem sabe ainda que o sexo masculino tem mais excitabilidade que o feminino. Poucas e simples coisas podem despertar desejos e pensamentos impuros, ambos reprováveis aos olhos de Deus.
A necessidade de companheirismo do ser humano é desde os primórdios. Foi assim que Deus criou a mulher lá no Éden, para ser companheira do homem. Para melhorar esse companheirismo Ele projetou que a mulher fosse capaz de despertar e satisfazer os desejos do homem e que o homem fosse capaz de despertar e satisfazer os desejos da mulher. Tudo isso é claro dentro do matrimônio. Foi isso que Deus providenciou de primeira, o casamento de Adão e Eva. Demonstrando o que deve ser a base do relacionamento entre homem e mulher:O compromisso entre duas pessoas que se amam.
Portanto, quando uma pessoa busca despertar e satisfazer seu instinto fora do casamento ou consigo mesmo, está fora do plano de Deus. É nesse contexto que a fornicação, o namora tão provocante que pregam hoje, o “ficar” e a masturbação são condenáveis aos olhos do Senhor.
Voltando ao discurso da excitabilidade, veja o que diz um estudioso cristão sobre o assunto: “se um homem abraçar sensualmente a um poste de ferro acabará se excitando, quem dirá de uma moça bonita de quem gosta”.
Se sozinha as pessoas se excitam o que não dizer ao lado de alguém do sexo oposto, projetado por Deus para isso. Só se o projeto vier a falhar por algum motivo.
Diante disso quem pode justificar esse namoro de hoje em dia. Então fica claro que beijo e abraços no namoro não está no plano de Deus.
Notemos que a discussão não é se isso é bom ou não, porque está claro que é bom; mas se está no tempo de Deus e contexto exato? “A coisa certa no tempo errado é a coisa errada”.
O mesmo Deus que criou no ser humano os impulsos sexuais e a atração pelo sexo oposto também criou a maneira legal de serem vividos e ser abençoados. Essa forma legal é exclusivamente o casamento!
Excitabilidade – capacidade de despertar a excitação carnal
Porque não ficar
Antes, sociedade e igreja vinham juntas: namoro não passava de conversa, e ainda acompanhados da família. Depois já era possível conversar no portão, sair juntos com alguém para “queimar vela”. Os rapazes que tinham de ir até à casa da moça para a pedir em namoro, agora já podia a conhecer num baile social e dançar com ela enquanto conversavam, mas a moça nunca estava sozinha.
Seguindo nessa linha de mudança de comportamento chegamos ao ponto onde era aceitável beijos e abraços no namoro (não só mais conversa). A igreja conseguiu não cair nessa linha, mas isso durou pouco. (Sem perceber a igreja esta abrindo a porta para o sexo livre). Ninguém previu que abrir mão daqueles comportamentos era como soltar uma bola no topo de uma montanha. Ela não pára por ali! E foi o que aconteceu. Mas ainda não fica só nisso. Os beijos e abraços, agora permitidos, aliado ao conseqüente descontrole sexual cultivado levaram a outro comportamento: “o ficar”. Esse ficar sedimentou de uma vez por todas a INFIDELIDADE E FALTA DE COMPROMISSO, que não se restringiram ao próprio ato do “ficar”, alcançando também o casamento e se firmando como uma cultura enraizada na sociedade. Hoje, “ficar” é normal, sexo no namoro não tem problema e casamento é um pesadelo: ninguém quer ter. As pessoas preferem ter parceiros sexuais livres. São parceiros cada um na sua casa. O pior ainda está por vir e já está sendo difundido. É a desestruturação da família como célula social, cujas conseqüências catastróficas são agora imensuráveis.
Queremos jovens puros mas não os ensinamos a fugir dos desejos da mocidade. Ora, me diga o que é fugir se não é evitar que eles comecem, e o que é isso se não evitar beijos e abraços, etc! È só ter coragem para reconhecer isso e “remar contra a maré” de ondas altas. Sei que estamos tão longe que falar disso é um arcaísmo irreconhecível e sem sentido; Mas, sinceramente, não existe outra saída se não quisermos ser hipócritas (seja puro com atitudes impuras). As estatísticas mostram que o nosso ensino ou consentimento (omissão) são ruins. É claro! Esquecemos do “fugir” da bíblia. O percentual de jovens evangélicos que praticam sexo antes do casamento é uma vergonha!
O relacionamento entre o homem e a mulher é plano de Deus e foi planejado para ser vivido com tamanha responsabilidade e compromisso que é iniciado com um pacto que só a morte pode romper. Isso porque as intimidades de uma pessoa só pode ter um único conhecedor em vida e somente serem desfrutadas entre parceiros legais.
“ficar” fere estes principios!!
Vejamos os pontos escuros de um relacionamento sem compromisso:
ü È explorador;
ü Fere expectativas alheias;
ü Serve para despertar desejos carnais;
ü Só satisfaz os desejos carnais;
ü É egoísta.
Quando duas pessoas apenas ficam, normalmente uma nutre a esperança e a outra, que não consegue se controlar, mesmo não amando ou estando interessado realmente, é vencido pelo seu desejo, sua necessidade de prazer.
“Nem sempre que uma pessoa olha para outra a deseja, e nem sempre que a deseja a ama”.
É aqui que muitas pessoas não sabem discernir se o que está acontecendo é uma atração física ou um sentimento mais nobre, que quase sempre se confunde com paixão.
Nem sempre que um rapaz, por exemplo, quer ficar ou namorar com uma moça quer dizer que no mínimo goste dela realmente; um simples desejo carnal baseado talvez no físico de um corpo bonito ou circunstâncias pode ser o motivo. Isso revela alguns fatos:
ü É exploração; 1 Ts.4:
ü É inclinar-se para as coisas da carne Rm.8:5-8
ü É alimentar seu egoísmo.
Imagine uma igreja onde as pessoas casadas já ficaram com o parceiro do e do outro.... quase todos irmãos já “amassaram” a esposa do outro. No geral ou daria muito ciúme ou, por prevenção, o relacionamento entre estes irmãos não seria muito bom.
Essa sociedade desavergonhada não honra o sentimento de que o futuro cônjuge é um presente de Deus pra você (Pv.19:14), estão achando que é presente coletivo. Deixando de lado a razão das coisas que Deus criou simplesmente porque não medem esforços para obter o prazer de toda e qualquer forma - hedonismo- elevando-o acima da moral e da razão.
Esse ato faz as pessoas se acostumarem com o descontrole sexual e o apetite desordenado (Cl.3:5). São esses descontroles que no futuro levam às traições e aos inúmeros divórcios, inclusive no meio evangélico. Mas é a conseqüência quando aprovamos o FICAR . É a lei da semeadura.
Os jovens de hoje deveriam abrir bem os olhos para esse ponto. Talvez amanhã não teremos pessoas adequadas para nos casarmos. E por que não? Porque nós mesmos semeamos isso, é assim que queremos nossas futuras esposas/esposos, são pessoas assim que estamos formando, é o que queremos quando alimentamos esse maldito ficar, que fere todos os princípios de Deus para o relacionamento entre homem e mulher.
A santa bíblia nos ensina a fugir, mas hoje há uma geração que procura estimulá-los e se aproximar deles. Não se parecendo com Cristo nem um pouco; e não tem medo do caminho do pecado nem de perder a presença de Deus ou fazer seu irmão tropeçar; e que rasgam do coração a palavra de Deus, principalmente esse trecho da bíblia.
Queremos reafirmar o que dissemos: o “ficar” cultiva o descontrole sexual, isto é, descontrole vai fazer parte integrante e normalmente aceitável na nossa cultura; o foco de tudo isso é fazer esquecidos fidelidade e compromisso, que são as bases da família, por conseguinte o foco e destruir a família, levando a sociedade ao caos!
ENTÃO QUER DIZER NÃO É ACONSELHAVEL ABRAÇAR, E ....?
Ainda dentro da mesma linha de pensamento, analisemos os “abraços de amigos”que está surgindo entre os jovens hoje.
Tá bom, partamos do princípio que sejam abraços fraternais. Abraça-se hoje e amanhã a uma moça/rapaz bonita e formosa de corpo, isso vai-se tornando uma situação em potencial para despertar desejos. Até mesmo porque a forma física da mulher é mais destacada que a do homem e mais fácil de ser sentida . Isso aumenta o potencial de excitação masculino.
UMAS PERGUNTAS:
Porque será que abraçar a alguém do sexo oposto mesmo sendo de menor idade e não tão bonito dá uma sensação tão boa??
A resposta é simples: porque me faz sentir bem.
Porque uma pessoa não sente o mesmo ao abraçar outra do mesma sexo??
A resposta é também simples. Porque um homem,por exemplo, não está projetado para sentir-se bem do lado de outro homem, e sim do lado de uma mulher.
E qual instinto provoca essa coisa tão boa que sentimos? O fraternal?
NÃO! O INSTINTO DE HOMEM/MULHER. É por isso que esse negócio desses abraços anda bem perto do perigo, e alguns ,por não querer subjugar seus desejos querem justificar essa atitude. Basta sermos verdadeiros e concordaremos que isso é verdade; e esses abraços andam mais próximos do interesse pessoal que do fraternal, e sevem para satisfazer os impulsos de homem/ mulher, que Deus não aprova que sejam satisfeitos antes do tempo, com qualquer um ou fora do compromisso e amor.
Vejam ainda a diferença que se abraça uma jovem bonita, uma “gata” e uma feinha .
Parece ser fraternal, mas como acaba se tornado carnal, é melhor o bom e velho aperto de mão, que pode transmitir toda fraternidade. Portanto, antes de ir abraçando e colocando a mão em outra pessoa do sexo oposto pense nisso. Principalmente as mulheres, não achem que não está passando nada na mente e no coração do seu irmão. Por mais que seja um adolescentizinho não subestime. Você se envergonharia se pudesse saber o que está provocando.
Definitivamente, não somos irmãos para levarmos um ou outro ao pecado. Muito pelo contrário, devemos proteger o coração de nossos irmãos em Cristo Jesus; devo deixar de lado tudo que possa despertar desejos em mim e nos meus irmãos, de quem tenho a responsabilidade de manter a pureza.
Sabem aquela história do homem que cortou a cruz para se tornar mais leve para carregar? È assim que procedemos.
Quando chega a hora de renunciar hábitos e demonstrar amor pelos irmãos eu me privo deste direito/dever, esqueço que devo me esforçar para arrancar algo de mal de mim e não aceito este peso sobre meus ombros mesmo assim quero prosseguir, prosseguir com apenas uma pedaço da cruz!
È claro que existam situações onde esse instinto de homem/mulher parece perder a força, isso em determinadas situações com certas pessoas e circunstâncias de tempo. Poe exemplo numa despedida, num reencontro de amigos que não se viam a muito tempo , numa data especial, etc.
Um exemplo disso é Jacó (pode ser). Quando viu Raquel e Labão, sua prima e seu tio que nunca tinha conhecido. Quando ele os viu os beijou, no rosto; porém....como disse, quem vai saber a intenção de Jacó, dias depois a beleza de Raquel o levou a pedi-la em casamento.
Trilhar em qual direção?
O outro lado da mensagem de Paulo é: “segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que com o coração puro invocam o nome do Senhor”.
“Jovens, sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós”, dizia o velho João. Paulo concorda que somos capazes o suficiente para guardar as mais elevadas virtudes cristãs. Mas algumas igrejas hoje temem pregar uma mensagem como aqui exposta por achar que não encontraria corações que a acolhessem, que seria inútil; já concordam que não devem importunar os seus jovens com a mensagem do sexo só após o casamento (pregar contra beijos e abraços no namoro está fora de cogitação para elas); preferem ver que tudo isso é um caminho sem volta. Digo que tem volta sim! Talvez não alcance a quantidade do nosso número. Sempre ficará um remanescente, “sete mil”.
Como fazer isso se medimos o sucesso do ministério pelos números. É preciso uma transformação mais profunda, uma reforma, um avivamento no qual a palavra pura e genuína tenha primazia!
Há um caminho para nossos jovens seguirem. Há maravilhas e riquezas espirituais a ser alcançadas. Certamente se levantarão José para fugir do pecado e perpetuar uma geração; Davi para lutar contra gigantes e fazer seu povo ter a dignidade que nunca deveria ter perdido; Samuel para manter firmeza no sacerdócio, na profecia e na palavra; E o “menino” Jeremias para dar um pouco de si e lamentar a miséria de seu povo. Oh! Eu creio que sim. Sei que há jovens cheios do Espírito que precisam apenas levantar a cabeça e usar a unção que possuem sobre suas vidas para marcar o seu tempo com a vida de Deus
Não espere um dia encontrar a pessoa ideal. Seja esta pessoa, forme com suas atitudes pessoas assim e se oponha a tudo que possa estragar esse sonho ainda que seja atitude sua. Grite bem alto essa verdade!
Salvação
De que dependeu nossa salvação? Nossa salvação depende do amor de Deus, da obra de Cisto, do agir do Espírito Santo e de nossa fé. Cristo nos dá perdão, justifica e redime; O Espírito convence, regenera e santifica.
Digamos que um certo pai dissesse ao seu filho que não pegasse as laranjas do quintal do vizinho e o menino desobedecesse. Se esse filho viesse ao seu pai e, de joelhos, rogasse, em lágrimas, contritamente, que não lhe batesse, muitos pais teriam compaixão e voltariam atrás, não corrigindo seu filho. Temos de lembrar que após a queda Deus não poderia simplesmente esquecer a falha do homem, como se nada tivesse acontecido. Se Deus fosse o pai da história citada ele diria: Meu filho, eu tenho de bater em você como prometi, a não ser que eu apanhe em seu lugar. Pela sua Retidão Deus não poderia quebrantar a sua própria lei para beneficiar o homem, embora o amasse de verdade.
A situação do homem era amarga: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. É nesse contexto que entra o amor de Deus. Mas como mudar essa situação? “Ao irmão ninguém pode remir (pois a alma eles é carríssima) e cessará a tentativa para sempre” (Sl. 49:7-8); “As nossas justiças são como trapos de imundície”, “as suas teias não prestam para vestes, os homens não poderão cobrir-se com o que fazem” (Is.59:6) e “quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim”. Mas Ele “admirou-se que não houvesse um justo sequer, e seu próprio braço trouxe a salvação”. Que dizer de Adão tentando cobrir-se com as vestes que fez. Deus logo lhe providenciou as vestes convenientes e para isso derramou o sangue de um cordeiro quer prefigurava Cristo, o único de quem podemos ter “vestes de salvação”.
Mas como luz no fim do túnel, Jesus, a “pedra de escape”, chamado por Deus (“porque ninguém toma essa honra para si”, Hb.5:4 ), levanta-se e diz: “Eis aqui estou para fazer a tua vontade ó Deus... nessa vontade é que temos sido santificados mediante a oferta do corpo de Jesus de uma vez por todas”... “sacrifícios e ofertas não quisestes, nem holocaustos e oblações pelo pecado, mas corpo me preparastes (Hb.10.5-10).
O que vem à sua cabeça quando se fala em Graça? Liberdade? Dádiva? Para Deus graça é morte, dor..... uma cruz!
Por oportuno vale lembrar que quando vamos a Deus pedir perdão estamos lhe dizendo: Deus eu te peço que o Senhor morra em meu lugar para que eu não tenha que sofre a conseqüência do meu pecado! Sim! Essa é a verdadeira interpretação. Às vezes pensamos que pedir perdão é pedir esquecimento. Quando a bíblia diz que “de graça sois salvos por meio da fé” devemos ter em mente que a maior expressão da graça de Deus é a morte de Cristo. Graça não é Deus fechar os olhos para o pecado e o esquece; antes, é “escolher os cravos” para não nos ver distantes de si.
Ser salvos pela graça é aceitar o sacrifício de Cristo par nos remir de todo o pecado, satisfazendo assim a justiça de Deus, que não deixa nenhum pecado sem punição, tornando-nos justos diante Dele.
Deus teve de entrar, então, num processo judicial para que pudesse resgatar o homem.
Ele mesmo era o juiz, que não abria mão da sua lei; Ele mesmo era o advogado, que não abria mão dos seus clientes. Como solucionar esse dilema?
Mesmo Jesus teve de atender aos requisitos de Deus para sacerdote e sacrifício como já estava demonstrado no V.T.: (Hb.7:11-28 e Hb.5:4-10)
-Cordeiro saem defeito, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores;
-Chamado por Deus;
-Capaz de se compadecer dos homens;
-Segundo a ordem de Melquisedeque;
-Com juramento e imortal.
“...E nos regenerou de novo”
É mesmo um plano infalível; não bastaria apenas o perdão dos pecados sem que o problema fosse tratado na sua fonte, que é a natureza humana herdada de Adão. E o que fazer? Reutilizar as bases já postas e reformar o homem? Jamais! Deus gerou o homem outra vez. E com qual natureza? Com sua própria natureza! Por Cristo, surgiu então uma nova geração. “E assim como trouxemos a imagem do mortal” – Adão, agora trazemos a imagem de Cristo, que é o nosso pai, pois está escrito: “eis-me aqui e os filhos que Deus me deu” (Hb.2:10-13)
O processo de regeneração começa e é possível com a morte e ressurreição com cristo. Morte porque não era possível refazer um novo homem sendo o velho ainda existente, pois “ não se põe remendo novo em panos velhos”, sendo necessário destruir o velho; e ressurreição para que o novo se levantasse em “novidade de vida”. Não mais escravizado pelo pecado, pois quem morre pagou a pena do pecado, mas livres para a justiça.
Mas baseado em qual princípio Deus podia fazer que o novo homem herdasse a natureza de Cristo? Ora, o mesmo princípio aplicado com Adão: “Assim como por meio de um só veio a morte sobre todos, assim por meio de um só veio a vida sobre todos” (Rm.5:17-19)
Conforme Rm.6:3-4 somos identificado com Cristo em sua morte e ressurreição. A morte indica a extinção do velho homem; e a ressurreição o nascimento do novo. Logo, estar na graça de Deus é morrer, é estar crucificado. Estando assim como pecarei? Então, justamente por estarmos na graça de Deus devemos ser incapazes de pecar. Descer da cruz é desfazer a eficácia do plano de Deus, não há salvação para quem desce da cruz!
Como um cristão se relacionar com uma pessoa do mundo de sexo oposto
Pv.5:1 a 4
Pv. 6:20 a 25
Pv.7
Jz.14:1 a 3 e 10
Gn.39:7 a 14
“Atende à minha sabedoria e inclina o teu ouvido”
O primeiro grande apelo para a abertura para ouvir conselhos. É aqui que muitos erram; achando tolos os conselhos de irmãos, pastor e pais; não acatando os preceitos da igreja, que apesar de parecer simples sempre demonstram bons resultados.
O simples começo: O tentador faz a sua parte
(Pv.5:3-5)
Tudo começa com uma simples conversa. Costumam dizer; “nada que uma boa conversa não resolva”. E é verdade. Muitas vezes a conversa começa com assuntos éticos e morais, mas não demora se revela a verdadeira intenção.
Muitos de nós ficamos “dando idéia a moças e rapazes mundanos não sabendo que esse pode ser, e é, o primeiro grande passo para a queda. É plenamente possível ser educado, falar com todo mundo e ser extrovertido sem “dar bola para os outros”.
Ficar conversando constantemente com uma pessoa mundana, principalmente quando é bonita e vistosa, se não for assunto de trabalho ou para evangelizá-lo, você já deu sinal que pode ser dobrado.
(Pv.5:6)
“Ela não pondera a vereda da vida”
“Quem do imundo tirará o puro?”
Diria que um jovem do mundo tem todo a razão em querer derrrubar um servo de Deus; não podemos esperar coisas boas de quem não conhece a Cristo. Ainda que queiram fazer o bem, eles são escravos do pecado, e para eles é normal o que para nós é pecado.Cumpre ao cristão “guardar o seu caminho” e ter cuidado com os “favos de mel”.
Cortando o mal pela raiz: essa é a minha parte
(Pv.5:8)
“Afasta dela o seu caminho e não te aproximes da porta de sua casa”.
Se você sabe que numa rua mora uma pessoa que vive a te tentar e que só está esperando um vacilo seu, então porque não mudar de caminho. Encurtar e evitar conversa com tal pessoa é necessário.
(Pv.7:6-10) O jovem desse texto estava no lugar e horário errados. Muitos ignoram isso, mas certos lugares e horários levam-nos a perder a benção.
“Que mal havia em passar naquela esquina à tardezinha?” Alguns dizem assim querendo justificar suas atitudes; mas crente tem objetivos, não vive por aí a vagar!
Sansão pagou o preço de sua negligência (Jz.14:1-3). Gostava de andar no arraial dos filisteus e sempre acabava se enrolando com “as filhas dos filisteus”. Acabou destruindo sua vida e uma vocação do Senhor para sua obra. Será que não temos feito o mesmo?
Com toda a força que tinha achava que podia andar “na beira do poço” e por lugares errados com mulheres mundanas que sairia ileso da situação.Pagou o preço de não ouvir conselhos. Na área sexual não existe o forte Sansão e o sábio Salomão, o conselho é: fuja da tentação. Sabedoria e força não nos farão vencer. Nessa batalha quem foge sai ganhando!
Ser diferente é necessário!
(Jz.14:10)
“Porque assim os jovens costumam fazer”.
Sansão foi chamado para ser diferente e não podia tomar vinho. O costume dos jovens da época era de fazer banquetes onde o vinho era indispensável. Ele transgrediu o mandamento do Senhor.
As vezes somos assim. Não compreendemos que Deus nos chamou para sermos diferentes. Ah! Mas “todo mundo faz”. Todo mundo é todo mundo, mas você é especial e separado para ser propriedade exclusiva de Deus. Não nos comparemos com o mundo!!
O que acontece na hora do ataque final
Se você não foge das conversas comprometedoras e não se afasta do caminho dela, será muito difícil você sair do barco!
(Pv.7:13-27)
o Ela surpreende: vai logo ao objetivo dando um toque desconcertante (v.13): “aproximou-se dele e o beijou sem antes lhe falar coisa alguma”;
o Faz o convite e lhe mostra o lado “bom”(v.14-18);
o Elimina todos os seus temores;
o Persuasão final e objetiva (v.21);
o Preso na armadilha (v.22-27).
Muitas vezes dão em cima e nós porque não está havendo o efeito do sal em nossas vidas (nem sempre). Esse efeito deveria afastar as “moscas”, mas as vezes elas acham um lugar aconchegante.Esta é uma verdade: Quando demonstramos cristo somos menos amados e mais ridicularizados!
Conseqüência da queda
o “São mortos” (Pv.7:26)
o Perde-se a honra (Pv.5:9)
o Atrapalha o chamado do senhor ( Sansão )
o DSTs (P.5:11)
o Resta o sentimento de culpa (Pv.12-14)
o O futuro fica complicado (Pv.6:32-33)
A diferença entre José e jovem de provérbios
“Como pois faria tamanho mal e pecaria contra Deus”
Compare (Gn.39:7-14) com (Pv.5,6 e 7)
José:
-Não lhe dava ouvido, ficava longe
-Rebateu o convite com a palavra de Deus
-Involuntariamente estava no lugar e horário errado; por isso teve forças para fugir
-Fugiu dela.
O jovem:
-Não só dava ouvido como buscava passar perto de sua casa; ficava perto
-Não escondia a palavra de Deus no coração; não lhe disse nada sobre a bíblia
-Gostava de andar no lugar e horário errados; como fugiria
-Seguiu a ela
Características das duas mulheres
Mulher de Potifar:
“Falava com ela a cada dia”
Odiou a José porque este não cedeu
Foi logo ao objetivo porque José não ficava batendo papo com ela
Mulher de provérbios:
“Enganou-o com muitas palavras -porque lhe dava ouvido- para depois ir ao objetivo
Como sua presa dava sinal de fraqueza, falou de uma única vez de maneira certeira
Ficou amiga dele porque fez sua vontade
“Não se desvie para o seu caminho o seu coração e não andes perdido nas suas veredas... porque ela não pondera a vereda da vida... não te prendas com os seus olhos e não cobice em seu coração a sua formosura... para que não dês a outrem a tua honra... e gemas no fim da tua vida”.
A história do dízimo
Desde quando surgiu e até onde vai?
Antes de qualquer coisa devemos lembrar que a palavra dízimo significa, literalmente, 10%. Desde o principio os servos de Deus lhe ofereciam as primícias do seu trabalho, e embora não saibamos quando esse valor (10%) passou a ser fixado, foi adotado em toda a bíblia.
A primeira vez que aparece a palavra dízimo é no episódio de Melquisedeque e Abrão, a partir de então a palavra dízimo foi tida como algo comum e essa quantidade (10%) ficou fixada como o quanto que deveria ser dado a Deus das suas primícias. Então o dízimo é algo que existe desde o Éden e cerca de quatrocentos e trinta anos antes da lei já tinha ganhado um valor específico (Gn 14.18-20). Devemos lembrar que, como filhos de Abraão devemos praticar as mesmas obras de fé dele (GL 3.7; Jô 8 39-40).
Jacó também deu o dízimo de todos os seus ganhos e certamente ensinou aos seus filhos o prazer de dizimar um Deus que cumprira suas promessas em sua vida (Gn 28.20-22).
Na lei o dízimo foi ratificado e incorporado, ou seja, Deus confirmou que esse princípio anterior à lei era legítimo e o aplicou ao povo de Israel. Da mesma forma que sempre odiou o adultério, mas só na lei deixou isso claro. Não devemos pensar que Deus só odiou o adultério a partir da lei, assim também os dízimos não surgiram com ela ( Dt.14,23; Dt 26.1-15; Dt 18.3-5;Dt 14.22 e 23; e Lv 27.30-33).
Durante a história de Israel o dízimo é incontestável e não se faz necessário comprová-lo.
Depois da advertência de Malaquias, parece que nos tempos de Jesus o povo aprendera a lição. Era algo tão normal que Jesus não precisou ensinar alguém a dar dízimos; corrigiu, contudo, o fato de fazerem dos dízimos um simples ritual, quando deveria ser um ato de gratidão e fé, que refletisse um caráter tingido de justiça e misericórdia ( Mt 23.23 e Lc 11.42).
Nas epístolas, o escritor aos hebreus cita o fato de Jesus ser sacerdote da mesma ordem de Melquisedeque (uma linhagem de sacerdotes eternos). Ora esse Melquisedeque recebera dízimos de Abraão, e Jesus como sacerdote da mesma ordem também têm o direito de recebê-lo para sustento de si. Bastar lembrarmos que o corpo de cristo é a igreja, e, como tal, deve ser sustentado no que concerne ao ministério como ele mesmo dissera: “digno é o trabalhador de seu salário” (Lc 10.7). Paulo ratifica isso dizendo: “Assim ordenou o Senhor que os que pregam o evangelho vivam do evangelho” (ICo 9.14).
O fato de após Jesus não se citar claramente um acontecimento que envolva a palavra dízimo não quer dizer que não existia. Da mesma forma que não se fala de sacrifícios da lei, mas ocorriam. Os cristãos judeus, é claro, davam o dízimo porque no mínimo guardavam a lei, apesar de não esperar se justificar por ela.
Os cristãos gentios seguiram que padrão? Sabemos que eles sustentavam seus obreiros (ICo.9:4-6) e tiravam ofertas para a parte social da igreja.
Entendamos o pensamento de Paulo em ICo.9:7-14: Se na lei os sacerdotes comiam do altar, então os apóstolos também deveriam fazer isso (V.14). Concluímos então: Se na lei os sacerdotes utilizavam os dízimos e ofertas par se sustentarem porque os apóstolos não poderiam fazer isso no novo testamento. Se não tivéssemos outros argumentos esse não falharia. A igreja teria o direito de escolher de qual forma sustentaria seus obreiros. E porque não utilizar uma forma existente em todos os tipos de sacerdócios anteriores (Melquisedeque e Arão). A igreja, em cristo, poderia concordar na terra que Deus concordaria no céu.
Vejamos agora que não é só por esse argumento que damos os dízimos hoje. Existe algo muito mais profundo e confortador para aqueles que honram a Deus com “as primícias de sua fazenda”.
Qual a finalidade de o dízimo ter existido?
Essa finalidade define sua subsistência! Ou seja, se os motivos que o levaram a existir não mudaram então não há razão para ele deixar de existir.
Vejamos quais são:
Reconhecimento de que a terra foi Deus quem deu (Dt.26:3-11);
Para aprender a temer ao Senhor (Dt.14:23);
Reconhecimento pelas bênçãos (Gn.28:20-22);
Reconhecimento que tudo é Dele (Ml.3:8; Sl.24:1 e Cl.1:16);
Sustentar a casa do Senhor (o ministério) junto com as ofertas (Iço.9:13-14; Nm.18:24 e Ml.3:10);
Abençoar aos pobres (Dt.26:12-15).
Ora, qual desses itens não tem mais necessidade de existir. Só deixa de existir aquilo que perde a finalidade, como os rituais levíticos que apontavam para Cristo.
Dizimar é reconhecer que tudo que ganhamos e possuímos pertence a Deus; que veio de sua mão e que somos apenas mordomos de tudo. Nada mais justo que e confortador que sustentar o ministério de pessoas que trabalham para a sua causa e reino; pessoas que deixaram suas profissões seculares para servir à causa do mestre.
Deus poderia muito bem sustentar diretamente cada obreiro seu (quando é preciso ele manda corvo levar pão e anjos servirem no deserto); mas deu-nos essa incumbência para provar nosso carinho e cuidado pela sua igreja. Deus não quer o nosso dinheiro. Ele quer saber se temos fé e amor por Ele. Jamais pediria o que é seu. Davi entendia isso muito bem, por isso falou:
“ Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a magestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é senhor o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe. E riquezas e glória vêm de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dá força a tudo. Agora pois, ó Deus, graças de damos e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos. Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há outra esperança. Senhor, Deus nosso, toda essa abundância que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome vem da tua mão e é toda tua. E bem sei, Deus meu, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade do meu coração, voluntariamente dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui , valountariamente te deu... conserva isso sempre no intento dos pensamentos do coração do teu povo...” (ICr.29:11-18).
Se Deus nos pede coisas que Ele não precisa, então devemos refletir o que é que Ele quer realmente de mim!
Feliz natal?
O natal tornou-se em nossa época uma das festas ocidentais mais esperadas a cada ano. Contudo as suas tradições, solenidades e maneira de comemorá-lo distancia-se do que se alega comemorar. O cristão deve discernir isso muito bem e fazer a difícil escolha: ou comemora o nascimento de Jesus sob uma ótica bíblica, que nada teria a ver com a forma como é hoje; ou o ignora como uma data de algum valor espiritual ou cristão, não participando de suas tradições.
Por oportuno, diga-se que a data do natal é destituída de bases históricas que a comprovem, sendo apenas representativa. Sabemos também que a origem dessa comemoração esteve ligada a fatos políticos e não espirituais.
Nenhum problema haveria se os cristãos escolhessem uma data fictícia para relembrarem o nascimento do Salvador. A bíblia, contudo, nenhum incentivo dá nesse sentido, ao contrario de sua morte e ressurreição, cujas memórias são incentivadas (IÇO.11:23 e IITm.2:8). Isto pelo seu pouco valor teológico no sentido de apenas nascimento. Em se tratando de encarnação do verbo, aí sim começamos a dar peso aos fatos, mas não é essa a abordagem do natal. Vale lembrar que a celebração dos anjos não era com o sentimento de nascimento como fazemos com humanos, mas a encarnação do Ungido rei que viera estabelecer um reino para Deus.
Se quisermos então comemorar o nascimento de Cristo devemos fazer uma festa voltada para esse fim. Não uma na qual o protagonista é Papai Noel, seus símbolos são a árvore de natal e pisca-pisca e suas tradições são a troca de presentes, comer peru e a “ceia de natal”. É muito bom comer peru, ganhar presente, enfeitar a casa e estar em comunhão com a família. Deus até incentiva isso; por isso instituiu a páscoa para Israel e a santa ceia, que é comunhão do corpo de Cristo. Mas o que isso tem a ver com nascimento do Senhor? Porque colaborar com tradições que só ajudam a afastar o natal do propósito alegado?
As festas cristãs como santa ceia, o pentencostes do dia-a-dia, entre outras, não ganham a atenção dos descrentes, sendo normalmente ridicularizadas por eles. Em toda a história de Israel suas festas jamais foram acatadas por outros povos, apesar da participação de gentios tementes. O natal seria a única vez na história em que povo de Deus e as nações se unem alegando comemorar algo de valor espiritual. Me espanto com isso.
Que mal têm um pisca-pisca, árvore de natal, etc? Nenhum! São até muito bonitos. Não concordamos é que cooperemos para que um fato de interesse estritamente cristão – o nascimento de Cristo - perca seu sentido através de tradições desconexas. Ou esqueço as tradições atuais do natal, se quero lhe dar valor espiritual; ou esqueço que natal é nascimento de Cristo e o comemoro como uma festa de confraternização universal, como o ano novo, o problema é que ninguém verá assim.